
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Impressões

quarta-feira, 2 de março de 2011
O caso das bikes
Cada vez mais casos incompreensíveis acontecem, como professor sendo esfaqueado por reprovar aluno, centenas, milhares de pessoas assassinadas anualmente por motivos mais torpes possíveis. Aliás, às vezes nem precisa ter motivo pra matar, simplesmente mata. Sem contar a constante falta de educação em diversos casos (trânsito, restaurantes, bancos, etc).
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Divagações religiosas
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Feliz 2011?
E lá vou eu para a continuidade da preocupação com nossos rumos...
Fui passar a virada de ano em minha cidade, uma dessas de pouco mais de 20mil habitantes. Em lugares assim acontecem coisas que o povo da capital jamais poderia imaginar. Como, por exemplo, de eu cortar o cabelo com o Barbeiro, vereador mais votado da cidade nas duas últimas eleições. Coisa que eu já fazia desde pequeno (à época ele era só barbeiro), quando ia com meu pai cortar o cabelo.
Aí eu volto pra Porto Alegre e no supermercado que eu vou toda semana eu não conheço nenhum funcionário. Sem contar que o tratamento parece impessoal, tu é apenas uma coisa passando na frente do caixa na maioria das vezes.
Sei lá, eu me incomodo com isso... essa frieza, essa correria, essa barulhera, esse stress que o povo anda vivendo.
Ainda mais quando eu sei que as pessoas se fuuuuu legal, o dia inteiro, a semana inteira, o ano inteiro, pra que? Pra sustentar o padrão de vida milionário de alguns pangarés. Existem um monte de pesquisadores que se preocupam em saber "o que o choro feminino causa na libido masculina", "morar com o parceiro sem estar casado causa mais depressão", e não pesquisam coisas como "quantos pessoas precisam se f**er para manter o padrão de vida de um milionário".

Aliás, uma coisa que eu não entendo é por que alguém precisa ter US$ 20bi. Que produto essa pessoa vai deixar de comprar se tivesse "apenas" US$ 10bi? Eu não entendo pra quê chegar a uma cifra dessas. Falando sério. Até onde eu sei, a grosso modo, o dinheiro serve para "comprar bem estar". Aí a pessoa inverte o papel do dinheiro, onde o fato de ter dinheiro gera bem estar??? Pra quê, caral... digo, caramba!!!
Cada vez mais eu vejo que a vida é fácil, e são as pessoas que a complicam. Mas lançam um grau de complexidade que só a cabecinha humana mesmo pra gerar uma coisa dessas! A perversidade do nosso sistema é tão grande, que as pessoas nem se dão conta! Muita gente ou acaba perdendo a identidade, ou tendo que utilizar a mentalidade do sistema pra viver bem.
Agora fico lembrando das aulas de história, sobre os sistemas escravocatas das primeiras civilizações e me pergunto: somos tão diferentes deles? Um faraó usava milhares de pessoas pra erigir um monumento à sua pessoa, muitos morriam de exaustão, outros pelo açoite dos "capatazes". Hoje em dia a coisa não se repete de forma análoga, mas com ferramentas diferentes?
Algumas coisas me fazem acreditar que o Brasil e o mundo se encaminham para tempos melhores, e outras me fazem crer que só tende a piorar. Quem vai vencer o cabo de guerra, no fim das contas?
ps.: não sou socialista, tampouco defendo estes moldes de capitalismo. Tanto um como outro tendem a ser um desastre em mãos humanas.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Questionamentos ao posicionamento da Universidade.
Segue o email que recebi da COMGRAD-ECO:
Boa tarde,
A julgar pela descrição da vaga e pelos pré-requisitos, não deveria ser função da COMGRAD questionar esta empresa sobre o tipo de serviço a ser realizado na mesma?
Pelos pré-requisitos (claramente fora do escopo de estudantes que teoricamente ainda não possuem muita experiência de mercado) e pelas atribuições do cargo, esta vaga não se caracterizaria claramente como uma aquisição de mão-de-obra barata (estagiário) e que não proporciona ao aluno aprendizado direto?
Sem contar que o salário para os pré-requisitos é bem fora da realidade (já que os mesmos não irão contar com despesas tradicionais da CLT como INSS, 13º e férias).
É triste ver o caminho sufocante para os alunos da graduação que precisam estudar e trabalhar, e ainda mais quando nos remetem vagas com salários baixíssimos e cobrança de conhecimento de ferramentas que não compactuam com esse valor de remuneração (não falo especificamente desta vaga, mas de todas as outras que seguidamente nos remetem por email ou que aparecem no portal do aluno).
Desculpem pelo desabafo, mas é triste ver que a UFRGS/FCE não se coloca(m) entre a empresa e o estudante para tentar defender a parte mais fraca, ou pelo menos cobrar um pouco mais de seriedade por parte destas empresas. Principalmente vindo de uma universidade pública, que deveria claramente ter uma função diferencial na construção da nossa sociedade.
Atenciosamente,
Rafael Sawitzki
Só pra compartilhar, por hoje era isso.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Porto Alegre: eu NÃO amo!
Porto Alegre, vulgo "POA", é uma cidade-exemplo no Brasil e na galáxia. Pretendo com essa "série" de posts, tratar de algumas das peculiaridades que tornam essa cidade um verdadeiro exemplo a não ser seguido.
E o primeiro deles é o meu preferido, pela simplicidade e facilidade de entendimento por parte do público, tenho certeza que é unanimidade o que irei falar: se locomover em POA é uma mer#@.
Toda cidade que tem a pretensão de crescer acima de 1 milhão de habitantes deve olhar para POA com muita atenção, caso pretenda dar a seus habitantes um pouco mais de tranquilidade.
Aqui temos exatamente 3 opções de locomoção: ônibus, moto e carro. PONTO. Alguém poderia dizer “ah, mas tem bicicleta também, que é até mais saudável”. E eu digo: bike não é uma opção saudável! Já repararam nos níveis de poluição? Existe infra-estrutura que permita se andar de bicicleta em algum trajeto maior que 100m? Existe educação suficiente por parte dos motoristas de veículos automotores para se andar de bike em segurança? O relevo da cidade permite trajetos relativamente grandes de bike? Tem lugar onde guardar ela no destino?
Não, podemos anular a bike como opção viável.

Agora vamos ao probleminha de escolher qual dos outros 3 meios utilizar.
Ônibus:
Ao meu ver deveria ser o mais utilizado, pois é a única opção de meio de transporte em massa. Quanto mais gente utilizar, teoricamente menos caos no trânsito, já que quem vai de ônibus, está tirando um ou meio carro da rua, normalmente. Mas aí temos passagens abusivas, falta de sincronia na cobertura e falta de pontos de conexão. Sem contar em vários ônibus velhos e que poluem acima da média, falta de horários compatíveis, lotação absurda em algumas linhas, demora ainda maior por causa da “tranqueira”, sentimento de insegurança ao se esperar em algumas paradas de bus, falta de conforto etc.
Então, levando tudo isso em consideração, algumas pessoas descontentes com a forma como as empresas de ônibus tratam seus passageiros, ou como a prefeitura/estado descuidam da segurança pública, precisam responder a seguinte pergunta para fugirem disso: compro um carro ou uma moto?
Moto:
É mais barato, mais econômico, mais prática pra estacionar/guardar. Mas tem alguns problemas... o que fazer quando chover? É segura? E o aparato que temos que levar pra tudo que é lugar (capacete, casaco a mais em dias mais frios, colete de sinalização agora, etc).
Então, vamos para a opção vencedora:
Carro:
Imponente, sinal de prestígio e sucesso profissional! Um carro é o sonho de consumo de muita gente. Facilita a nossa vida ter um, não? Não depender de ninguém, quase não se molhar quando chove, poder ir pro lugar que quiser na hora que quiser, é uma benção! Mas aí temos que abastecer, cuidar da manutenção, pagar seguro, colocar alarme, arranjar uma garagem em casa e um estacionamento pro serviço, ter que dar gorjeta pra flanelinha. Bom, mas digamos que você tem dinheiro suficiente pra tudo isso, não fará falta... aaah que coisa boa, sair do trabalho e ir pra casa, ligar a caranga, sair do estacionamento, dobrar à direita e “Biiiiiip, biiiiiip...” trânsito trancado, pessoas estressadas businando a todo segundo, barbeiragens, poluição e você ali cansado do dia de trabalho. Aí chove, e tudo tranca ainda mais!
É, não tem muita opção mesmo. Cada uma tem algo que vai te deixar extremamente irritado. O ideal seria pegar o metrô que ... hum, não tem metrô...
Que tal um trem elevado? É mais barato de construir, e ia desafogar muita coisa, né? Hummm, acho que não vai dar, não tem espaço pra fazer algo assim.
O jeito é continuar enlouquecendo da maneira que menos lhe agrida mentalmente. Eu particularmente vou de bus, não só por ser mais barato no fim das contas, e por ter um impacto ambiental menor (se o ônibus está ali mesmo eu não indo nele, é melhor eu ir com ele e contribuir pra tirar um carro ou uma moto da rua, não?) e também porque eu não tenho como comprar um carro. Nem tenho um motivo pra comprar um antes de ter um monte de outras coisas mais importantes pra mim.
O trânsito aqui está cada vez piorando mais. Mais carros e nenhuma solução pra melhorar o tráfego.
Belo exemplo de como não se planejar a malha viária de uma cidade.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O país do "rabo preso"
Mas algumas pessoas diferentes das que estamos acostumadas foram eleitas!!! Demonstramos que queremos renovação!
Agora olhem quem foram essas pessoas: ex-jogadores, "famosos da TV" e humoristas sem quaisquer projetos.
O povo brasileiro não só imprimiu no nosso mapa um atestado de burrice, como insiste em dar uma retocada na tinta pra ficar bem forte e evidente esse atestado a cada 2 anos.
Por que isso vive acontecendo? Por que a cada ano parece que a coisa piora?
Lendo esse post do Samamba que fala de quantas pessoas precisamos para mudar o Brasil, vem a pergunta: se, na teoria, precisa tão pouca gente pra mudar muita coisa no país, por que isso sequer começa a acontecer?
O motivo do texto é falar apenas de um dos motivos, mas que ao meu ver é o mais grave de todos: os "rabos presos".
Por que um cara como o Sarney (que todo mundo sabe o que ele representa, não preciso listar os podres) continua no poder, e ainda por cima põe filha, filho, sobrinho e o escambal pra se eleger no Maranhão?

Pra mim ele é o cara que tem simplesmente o rabo mais bem preso na história recente do Brasil. O que quer que aconteça na política, quem quer que seja o presidente [até ele já foi (sic!)], esse camarada tá lá, do lado, como grande aliado. Como? Me parece simples, ele sabe que a maioria das pessoas tem um preço monetário.
Tem pessoas que não tem um preço que pode ser expressado em cifras, então é bem fácil resolver esse problema: é só oferecer outro preço. Alguém sempre tem um familiar que estima demais, ou uma reputação que qualquer sabotagem bem planejada pode ser facilmente arruinada. Essa vira a moeda de troca: a ameaça.
Agora, se o cabra é estupido o suficiente pra não aceitar nenhum desses pagamentos (na moeda dinheiro ou ameaça), entra a segunda opção: se não quer se unir você não poderá vencê-los. Não há quem ponha uma pessoa assim atrás das grades. Não tem nem como tirar do poder!!! A chance é tão pequena que eles garantem que qualquer um que queira/tente fazer isso, deixe de existir.
Então, o que as pessoas suficientemente espertinhas fazem? Se unem a uns assim. E assim seguirá: um grande bloco unido de canalhas se perpetuando no poder. E se reproduzindo lá, em alguns casos. Os partidos políticos e o sistema eleitoral no Brasil garantem que esse tipo de coisa continue: todo mundo é obrigado a votar, e, como muitos não tem consciência do que estão fazendo, votam em quem tem o jingle mais legal ou que eles já viram ganhar anteriormente. Afinal, ninguém quer votar num perdedor, né não?
Aí as doações pra campanha resultam em parceria público-privada: quem investiu em quem ganhou será recompensado de alguma maneira.
Se o governo e as empresas mais poderosas estão unidas, e muita gente sabe disso, qual é a melhor saída? Bater de frente? Não não não, sem heroísmos. O desgaste produzido por essa estratégia tende a arruinar a parte mais fraca.
Devemos tentar ir construindo uma fortaleza, do outro lado desse rio podre? E convencer os que se uniram a contragosto com o lado "vencedor" a ir mudando suas instalações para o outro lado, também? É uma opção. Como fazer isso? Olha... o primeiro passo (e o mais fácil) é não ir pro outro lado. Não se corromper, não se unir à quem faz parte do podre do sistema. E no meio do caminho ir encontrando uns e outros que tenham a mesma atitude, a mesma visão, e de repente tentar construir algo bom juntos.
Certamente não existe fórmula mágica. Muito menos instantânea. A melhor solução (pacífica e democrática) é lenta e gradual.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Candidatos à presidencia: Big Fails!!!
EYMAEL - PSDC
Votos: 89.350 (0,09%)
Filiados do PSDC: 140.549
LEVY FIDELIX - PRTB
Votos: 57.960 (0,06%)
Filiados do PRTB 92.926
A piada tá implicita.
terça-feira, 16 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher
Se comemora uma coisa lógica? Precisa existir uma data pras pessoas lembrarem que as mulheres devem ter as mesmas condições, respeito e tratamento que os homens? Isso não deveria ser... tipo... óbvio?
Proponho a criação do dia mundial do óbvio! Pra se comemorar todas essas coisas clichês, que a maioria faz pra parecer politicamente correto. Porque, ao meu ver, esse tipo de data só "vinga" quando uma sociedade preconceituosa a implanta para tentar dizer que não o é.

Nesse caso, comemoramos um dia da mulher para dizer "hei, a gente trata as mulheres de igual pra igual, até demos um dia do ano para elas!" Prepotência e hipocrisia detected?
Sim, as mulheres sempre foram tratadas pela maioria da população masculina (e algumas vezes até por elas mesmas) de uma maneira injusta e desigual, mas uma data comemorativa só deveria existir no momento em que isso realmente acabar. E AINDA não aconteceu tal evento.
Então a data deveria mudar de categoria, e passar a ser um dia de luto, reflexão ou protesto. Até porque faz muuuuuito mais sentido, uma vez que o motivo da escolha do dia 8 de março tem suas raízes no protesto.
Portanto, não comemorem essa data. Façam dela o que ela realmente deveria ser, um dia de protesto. Pelo menos enquanto a coisa continuar do jeito que está.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Democracia até que ponto?
Como visto em post anterior, eu tenho um certo problema com a visão ultrademocrática de algumas pessoas. Vejo muita gente querendo que tudo seja decidido por vias democráticas: a maioria decide como serão as coisas para todos.
Mas como ficam as minorias? Como ficam os “dissidentes”? Eles devem engolir a decisão dos outros? Devem fugir do país e fundar uma nova pátria onde não serão punidos?
Discuti uma vez uma historinha bem simples e exagerada com um amigo, pra explicar o quão perigosa pode ser essa tentativa de levar a democracia ao pé da letra.
Imaginemos Porto Alegre. Agora imaginem que 51% da população de PoA seja gremista, e como bons gremistas, odeiam os colorados e tudo que possa representá-los. Pois bem, eis que os vereadores também se apresentam como maioria gremista (50%+ 1). Então eles decidem levar à votação uma lei que proíba qualquer um de ter carros vermelhos. Ninguém pode ter carro vermelho. Aí eles até fazem um desses referendos populares, que estão virando moda, e a maioria opte pelo “Sim” à lei. A lei é aprovada (porque 50%+1 dos vereadores é gremista, e votam a favor da referida lei).

Ótimo, ninguém mais pode desfilar com seus carros vermelhos, porque a população decidiu democraticamente por isso.
Quem ainda não percebeu que o exemplo foi irônico e insano, lamento pela minha falta de didática para apresentá-lo assim. Mas, enfim, entenderam onde eu quero chegar, não?
A democracia pode ser perigosa. As vezes até mais que uma ditadura. Na ditadura tu ainda pode ter a sorte (duvido muito, mas a possibilidade existe) de que o ditador seja uma pessoa benevolente. Nas escolhas democráticas, não. Tu é obrigado a aceitar que é minoria, e agir como os outros decidirem. E a maioria não é benevolente. Ela quer impor sua vontade, como se ser a maioria fosse o suficiente para dizer que é dono da verdade.
Eu acredito muito mais na diplomacia que na democracia. Claro que, em algum ponto, a decisão do que fazer e exigir dos outros deve ser descentralizada, e alguma espécie de comissão aceite ou não o que foi decidido. O meio termo é diferente da vontade média. A tendência é que mais gente perca, mas que as perdas sejam reduzidas, caso ocorram.




